Verstappen vence em dobradinha da Red Bull no GP da Emília-Romanha. Leclerc erra e é 6º

Quando a Fórmula 1 começou a se preparar para fazer da pista de Ímola sua, na manhã deste domingo (24), a chuva apareceu. Estava claro que seria presença constante ao longo do GP da Emília-Romanha, e assim na primeira parte. Choveu antes, parou para a largada e a ameaça de retorno foi quase certeza durante metade do evento; depois, esmoreceu. Se o que se esperava era uma prova caótica e a briga entre os dois líderes do campeonato, não foi o que passou. Max Verstappen dominou, levou a melhor e venceu na corrida italiana.

A prova esquentou rápido, inclusive, na largada. Charles Leclerc largou mal, muito diferente do que mostrou na corrida sprint, e caiu para o quarto lugar. Sorte de Carlos Sainz? Nada disso. O espanhol tomou uma pancada inexplicável de Daniel Ricciardo, rodou e ficou na brita. Ricciardo conseguiu voltar e seguiu na corrida, mas era o fim para Sainz. O segundo abandono seguido na largada. E safety-car. Houve um segundo toque: Mick Schumacher rodou sozinho e causou um dano que, voltas mais tarde, causaria o abandono de Fernando Alonso.

Verstappen vence GP da Emília-Romanha em dobradinha da Red Bull - Notícia  de Fórmula 1 - Grande Prêmio

A partir daí, Leclerc teve que buscar o caminho de volta a duelar com as Red Bull e ficou a corrida inteira sem conseguir ultrapassar Pérez, enquanto Verstappen escapava. No fim, quando parecia próximo de enfim superar o mexicano, Leclerc errou, rodou e foi tocar o muro. Teve de fazer parada adicional nos boxes e voltou em nono. Deu tempo ainda de passar três e terminar na sexta colocação, mas um prejuízo grande ao que era, até agora, uma corrida de sonhos.

Com o erro do líder do campeonato, a Red Bull se recupera do abandono de Verstappen na Austrália com uma dobradinha: a primeira dos rubro-taurinos na temporada. Verstappen vence a segunda dele e Pérez terminou com o segundo lugar. Lando Norris completou o pódio.

A Fórmula 1 segue a temporada 2021 em duas semanas, entre os dias 6 e 8 de maio, com a estreia do esperado GP de Miami, em nova pista nos Estados Unidos.

Confira como foi o GP da Emília-Romanha:

Se não chovia quando o relógio marcou 10h (de Brasília, 15h locais), mesmo assim todos os pilotos alinhavam para largar com os pneus intermediários. O motivo é que entre a corrida da Fórmula 2 mais cedo e o momento da largada da Fórmula 1, chovera bastante. A pista estava molhada, com os traços d’água claros cada vez que algum carro se movimentava, e a expectativa era do retorno da chuva dentro de alguns minutos. Era um começo que prometia algo de caótico, como aconteceu na classificação da sexta-feira.

Max Verstappen se preparar para defender a liderança de Charles Leclerc, algo que não conseguira fazer na largada da corrida sprint – mas recuperou a dianteira nos últimos momentos da prova. Os entornos dos dois eram bem menos permissivos desta vez, uma vez que Sergio Pérez e Carlos Sainz, respectivos companheiros de equipe, recuperaram de uma classificação ruim para se colocar na segunda fila. Qualquer erro, significaria um prejuízo importante.

Verstappen explica largada ruim em corrida classificatória na Emilia-Romagna  | fórmula 1 | ge

E foi a largada de uma corrida que se aprumava para ser caótica. Verstappen segurou a ponta e Leclerc foi quem, desta vez, largou mal. Ultrapassado por Pérez e Lando Norris, ainda viu as coisas piorarem para a Ferrari. Sainz foi tocado por Daniel Ricciardo – que, aliás, tinha todo espaço para evitar o acidente – no contorno da Tamburello, rodou e foi parar na brita. Mais uma vez, o fim da corrida do espanhol aparecia na largada. Ricciardo conseguiu fazer o motor girar e seguiu em frente. Mas o safety-car era realidade para extrair a Ferrari.

Quem largara muito bem fora George Russell, que conseguiu sair de 11º para o sexto lugar. No sentido contrário, Mick Schumacher caía de décimo para 17º. Verstappen, Pérez, Norris, Leclerc, Kevin Magnussen, Russell, Valtteri Bottas, Fernando Alonso, Sebastian Vettel, e Yuki Tsunoda formavam o top-10.

No momento da relargada, no começo da quinta de 63 voltas, problemas para Alonso. O bicampeão tinha um buraco no sidepod e absoluta falta de ritmo num lance que ninguém viu ainda na largada, mas, na sequência, apareceu: Schumacher rodou sozinho e deu uma pancada na lateral da Alpine. Assim, todo mundo foi passando por ele. Vettel e Tsunoda foram os primeiros, com Lance Stroll chegando na zona de pontos e Lewis Hamilton aparecendo em 11º. Fim de corrida para Fernando, que teve de levar o carro aos boxes e abandonar.

Confira declarações dos pilotos após corrida sprint do GP da Emília-Romanha  2022 - Grande Prémio

Os radares meteorológicos mostravam a aproximação perigosa de mais chuva ao Autódromo Enzo e Dino Ferrari. Enquanto isso, Leclerc ultrapassava Norris e, logo atrás, Russell perseguia Magnussen bem de perto. Verstappen tinha cerca de 7s de vantagem para Leclerc, na terceira colocação, e respondia após a pergunta da Red Bull que a pista não estava seca o bastante para os pneus slicks, mas começava a se aproximar. De qualquer maneira, a chuva vinha.

O duelo entre Haas e Mercedes, embora impensável no começo do ano, era real. Russell mergulhou para dentro de Magnussen, que defendeu e retomou a dianteira no mesmo movimento. Duraria mais um pouco, mas na volta 12, finalmente, o inglês ultrapassou de vez e assumiu o quinto lugar. Bottas aproveitou a toada e também se aproximou para, na volta seguinte, fazer bela ultrapassagem e assumir o sexto posto.

A Williams avisava a Nicholas Latifi que esperava chuva em alguns minutos, ao passo que a McLaren dizia a Norris que a precipitação seria bem leve e ele deveria esticar o stint na pista. A Aston Martin também merecia uma atualização. Vettel deu leve passada direta na chicane, mas nada grave e seguia sobrando no oitavo lugar, sem qualquer ameaça. Já Stroll, em décimo, via Hamilton incomodar bem de perto. Por conta das condições de pista, o DRS seguia sem ser permitido.

A primeira parada nos boxes veio na volta 17 e foi um risco. Ricciardo, em último e sem nada a perder após o acidente com Sainz, colocou pneus médios para ver como a pista reagiria aos pneus de pista seca. Momento importante da corrida para os ponteiros também, que tinham de observar se a aposta se pagaria e podia ser adotada.

Já na volta 19, caos absoluto no pit-lane. Pérez e Leclerc lideraram um pelotão que teve Russell, Bottas e uma leva de Hamilton, Esteban Ocon, Lance Stroll e Guanyu Zhou. Com todo mundo se movimentando junto, Bottas perdeu algum tempo para ser liberado e Hamilton perdeu a posição para Ocon. A Alpine soltou o francês bem no limite da legalidade – o que renderia 5s de punição mais tarde – e houve até um contato pequeno. Verstappen parou na volta seguinte. Agora, todos já estavam com pneus slick, mas o DRS seguia proibido.

Max Verstappen vence GP da Emilia Romagna - Vai Que To Te Vendo

Leclerc estava colado em Pérez. Tivesse asa móvel à disposição, uma ultrapassagem teria ares de inevitável, mas sem isso estava complicado. Mesmo dentro da janela de 1s, não conseguia passar. Ainda que Ocon tenha sido punido, o dano do incidente do pit-lane para a corrida de Hamilton era impressionante: se brigava por posição de pontuar, agora estava preso atrás ainda de Pierre Gasly e Alexander Albon na 14ª colocação. Sem Hamilton grudado nele, Stroll era quem se aproximava de Tsunoda para desafiar o nono colocado.

As equipes começavam a distribuir um aviso diferente para os pilotos: a chuva, que já estava nas imediações, agora se afastava da pista. Se uma nova leva d’água chegou a aparecer certeza, agora era somente distante possibilidade.

Schumacher viva corrida bastante problemática. Após o problema na largada, o alemão cortou uma chicane e rodou sozinho – de novo. Depois de largar em décimo, melhor posição de saída na Fórmula 1, estava enterrado no último lugar, 6s atrás do penúltimo e ainda tomava uma bandeira branca e preta.

O jogo de gato e rato de Leclerc e Pérez seguia. O piloto da Ferrari se aproximava, o mexicano escapava e, enquanto isso, Verstappen abria 10s de frente na marca de 30 das 63 voltas da corrida. Apesar de todo mundo já estar de pneus de pista seca e sem previsão imediata de chuva, o DRS seguia desativado pelo diretor de prova, Neil Wittich. A transmissão da TV inglesa Sky Sports falava com o chefe da Red Bull, Christian Horner, que admitia a sorte pela falta do DRS e deixava claro que também não entendia o motivo de seguir desligado.

O primeiro a trocar pneus na corrida ia aos boxes de novo na volta 31: Ricciardo colocou os compostos duros, de faixa branca.

Aí, na 34ª volta, enfim: DRS liberado. Para um ponto de detecção, mas estava lá. Neste ponto, Leclerc estava a quase 2s de Pérez, mas Hamilton tentava encostar em Gasly. Até se aproximou, mas teve de lidar com uma situação inegavelmente desagradável: ser retardatário. Verstappen chegou no trenzinho que se formava por ali e limpou a Mercedes do caminho antes de fazer o mesmo com Gasly e Albon. A briga entre os três seguiria dali em diante. Hamilton atacava Gasly em zona de DRS, mas o francês aproveitava da asa móvel pela distância de Albon e se defendia.

GP Emilia Romagna F1/Imola: Hamilton v Verstappen, Round 2 | AutoSport

Norris estava absolutamente sozinho na quarta colocação, visto que não tinha carro para chegar até Leclerc e sobrava em relação a Russell, mas o mesmo não podia ser dito sobre o piloto da Mercedes: Bottas começava a se aproximar perigosamente.

A primeira ultrapassagem da Era DRS no GP da Emília-Romanha seria de Tsunoda! O piloto da AlphaTauri aproveitou a asa móvel e abriu para ultrapassar Magnussen na reta dos boxes e assumir a oitava colocação. E comemorar efusivamente no rádio.

Uma nova janela de pit-stops se abria na volta 50. Primeiro, a Ferrari chamou Leclerc e colocou pneus macios; na volta seguinte, a Red Bull chamou Pérez; uma depois, Verstappen. Leclerc voltou a conseguir encostar no rival mexicano e ameaçar tomar a segunda colocação.

Enquanto acompanhava bem de perto e tentava ficar na distância certa para abrir a asa móvel na reta dos boxes, Leclerc errou, rodou sozinho e foi parar na barreira de proteção. Por sorte, o impacto não foi grande e permitiu que o monegasco saísse de lá, mas as aletas laterais de asa dianteira estava danificada. Leclerc precisou ir aos boxes trocar a asa e caiu para a nona posição.

Quando a imagem aérea mostrava a Ferrari deixando os boxes, a reta dos boxes via Tsunoda abrir a asa de novo e superar Vettel para assumir a sexta posição.

Verstappen vence em dobradinha da Red Bull no GP da Emília-Romanha. Leclerc erra e é 6º

Quando a Fórmula 1 começou a se preparar para fazer da pista de Ímola sua, na manhã deste domingo (24), a chuva apareceu. Estava claro que seria presença constante ao longo do GP da Emília-Romanha, e assim na primeira parte. Choveu antes, parou para a largada e a ameaça de retorno foi quase certeza durante metade do evento; depois, esmoreceu. Se o que se esperava era uma prova caótica e a briga entre os dois líderes do campeonato, não foi o que passou. Max Verstappen dominou, levou a melhor e venceu na corrida italiana.

A prova esquentou rápido, inclusive, na largada. Charles Leclerc largou mal, muito diferente do que mostrou na corrida sprint, e caiu para o quarto lugar. Sorte de Carlos Sainz? Nada disso. O espanhol tomou uma pancada inexplicável de Daniel Ricciardo, rodou e ficou na brita. Ricciardo conseguiu voltar e seguiu na corrida, mas era o fim para Sainz. O segundo abandono seguido na largada. E safety-car. Houve um segundo toque: Mick Schumacher rodou sozinho e causou um dano que, voltas mais tarde, causaria o abandono de Fernando Alonso.

Verstappen vence GP da Emília-Romanha em dobradinha da Red Bull - Notícia  de Fórmula 1 - Grande Prêmio

A partir daí, Leclerc teve que buscar o caminho de volta a duelar com as Red Bull e ficou a corrida inteira sem conseguir ultrapassar Pérez, enquanto Verstappen escapava. No fim, quando parecia próximo de enfim superar o mexicano, Leclerc errou, rodou e foi tocar o muro. Teve de fazer parada adicional nos boxes e voltou em nono. Deu tempo ainda de passar três e terminar na sexta colocação, mas um prejuízo grande ao que era, até agora, uma corrida de sonhos.

Com o erro do líder do campeonato, a Red Bull se recupera do abandono de Verstappen na Austrália com uma dobradinha: a primeira dos rubro-taurinos na temporada. Verstappen vence a segunda dele e Pérez terminou com o segundo lugar. Lando Norris completou o pódio.

A Fórmula 1 segue a temporada 2021 em duas semanas, entre os dias 6 e 8 de maio, com a estreia do esperado GP de Miami, em nova pista nos Estados Unidos.

Confira como foi o GP da Emília-Romanha:

Se não chovia quando o relógio marcou 10h (de Brasília, 15h locais), mesmo assim todos os pilotos alinhavam para largar com os pneus intermediários. O motivo é que entre a corrida da Fórmula 2 mais cedo e o momento da largada da Fórmula 1, chovera bastante. A pista estava molhada, com os traços d’água claros cada vez que algum carro se movimentava, e a expectativa era do retorno da chuva dentro de alguns minutos. Era um começo que prometia algo de caótico, como aconteceu na classificação da sexta-feira.

Max Verstappen se preparar para defender a liderança de Charles Leclerc, algo que não conseguira fazer na largada da corrida sprint – mas recuperou a dianteira nos últimos momentos da prova. Os entornos dos dois eram bem menos permissivos desta vez, uma vez que Sergio Pérez e Carlos Sainz, respectivos companheiros de equipe, recuperaram de uma classificação ruim para se colocar na segunda fila. Qualquer erro, significaria um prejuízo importante.

Verstappen explica largada ruim em corrida classificatória na Emilia-Romagna  | fórmula 1 | ge

E foi a largada de uma corrida que se aprumava para ser caótica. Verstappen segurou a ponta e Leclerc foi quem, desta vez, largou mal. Ultrapassado por Pérez e Lando Norris, ainda viu as coisas piorarem para a Ferrari. Sainz foi tocado por Daniel Ricciardo – que, aliás, tinha todo espaço para evitar o acidente – no contorno da Tamburello, rodou e foi parar na brita. Mais uma vez, o fim da corrida do espanhol aparecia na largada. Ricciardo conseguiu fazer o motor girar e seguiu em frente. Mas o safety-car era realidade para extrair a Ferrari.

Quem largara muito bem fora George Russell, que conseguiu sair de 11º para o sexto lugar. No sentido contrário, Mick Schumacher caía de décimo para 17º. Verstappen, Pérez, Norris, Leclerc, Kevin Magnussen, Russell, Valtteri Bottas, Fernando Alonso, Sebastian Vettel, e Yuki Tsunoda formavam o top-10.

No momento da relargada, no começo da quinta de 63 voltas, problemas para Alonso. O bicampeão tinha um buraco no sidepod e absoluta falta de ritmo num lance que ninguém viu ainda na largada, mas, na sequência, apareceu: Schumacher rodou sozinho e deu uma pancada na lateral da Alpine. Assim, todo mundo foi passando por ele. Vettel e Tsunoda foram os primeiros, com Lance Stroll chegando na zona de pontos e Lewis Hamilton aparecendo em 11º. Fim de corrida para Fernando, que teve de levar o carro aos boxes e abandonar.

Confira declarações dos pilotos após corrida sprint do GP da Emília-Romanha  2022 - Grande Prémio

Os radares meteorológicos mostravam a aproximação perigosa de mais chuva ao Autódromo Enzo e Dino Ferrari. Enquanto isso, Leclerc ultrapassava Norris e, logo atrás, Russell perseguia Magnussen bem de perto. Verstappen tinha cerca de 7s de vantagem para Leclerc, na terceira colocação, e respondia após a pergunta da Red Bull que a pista não estava seca o bastante para os pneus slicks, mas começava a se aproximar. De qualquer maneira, a chuva vinha.

O duelo entre Haas e Mercedes, embora impensável no começo do ano, era real. Russell mergulhou para dentro de Magnussen, que defendeu e retomou a dianteira no mesmo movimento. Duraria mais um pouco, mas na volta 12, finalmente, o inglês ultrapassou de vez e assumiu o quinto lugar. Bottas aproveitou a toada e também se aproximou para, na volta seguinte, fazer bela ultrapassagem e assumir o sexto posto.

A Williams avisava a Nicholas Latifi que esperava chuva em alguns minutos, ao passo que a McLaren dizia a Norris que a precipitação seria bem leve e ele deveria esticar o stint na pista. A Aston Martin também merecia uma atualização. Vettel deu leve passada direta na chicane, mas nada grave e seguia sobrando no oitavo lugar, sem qualquer ameaça. Já Stroll, em décimo, via Hamilton incomodar bem de perto. Por conta das condições de pista, o DRS seguia sem ser permitido.

A primeira parada nos boxes veio na volta 17 e foi um risco. Ricciardo, em último e sem nada a perder após o acidente com Sainz, colocou pneus médios para ver como a pista reagiria aos pneus de pista seca. Momento importante da corrida para os ponteiros também, que tinham de observar se a aposta se pagaria e podia ser adotada.

Já na volta 19, caos absoluto no pit-lane. Pérez e Leclerc lideraram um pelotão que teve Russell, Bottas e uma leva de Hamilton, Esteban Ocon, Lance Stroll e Guanyu Zhou. Com todo mundo se movimentando junto, Bottas perdeu algum tempo para ser liberado e Hamilton perdeu a posição para Ocon. A Alpine soltou o francês bem no limite da legalidade – o que renderia 5s de punição mais tarde – e houve até um contato pequeno. Verstappen parou na volta seguinte. Agora, todos já estavam com pneus slick, mas o DRS seguia proibido.

Max Verstappen vence GP da Emilia Romagna - Vai Que To Te Vendo

Leclerc estava colado em Pérez. Tivesse asa móvel à disposição, uma ultrapassagem teria ares de inevitável, mas sem isso estava complicado. Mesmo dentro da janela de 1s, não conseguia passar. Ainda que Ocon tenha sido punido, o dano do incidente do pit-lane para a corrida de Hamilton era impressionante: se brigava por posição de pontuar, agora estava preso atrás ainda de Pierre Gasly e Alexander Albon na 14ª colocação. Sem Hamilton grudado nele, Stroll era quem se aproximava de Tsunoda para desafiar o nono colocado.

As equipes começavam a distribuir um aviso diferente para os pilotos: a chuva, que já estava nas imediações, agora se afastava da pista. Se uma nova leva d’água chegou a aparecer certeza, agora era somente distante possibilidade.

Schumacher viva corrida bastante problemática. Após o problema na largada, o alemão cortou uma chicane e rodou sozinho – de novo. Depois de largar em décimo, melhor posição de saída na Fórmula 1, estava enterrado no último lugar, 6s atrás do penúltimo e ainda tomava uma bandeira branca e preta.

O jogo de gato e rato de Leclerc e Pérez seguia. O piloto da Ferrari se aproximava, o mexicano escapava e, enquanto isso, Verstappen abria 10s de frente na marca de 30 das 63 voltas da corrida. Apesar de todo mundo já estar de pneus de pista seca e sem previsão imediata de chuva, o DRS seguia desativado pelo diretor de prova, Neil Wittich. A transmissão da TV inglesa Sky Sports falava com o chefe da Red Bull, Christian Horner, que admitia a sorte pela falta do DRS e deixava claro que também não entendia o motivo de seguir desligado.

O primeiro a trocar pneus na corrida ia aos boxes de novo na volta 31: Ricciardo colocou os compostos duros, de faixa branca.

Aí, na 34ª volta, enfim: DRS liberado. Para um ponto de detecção, mas estava lá. Neste ponto, Leclerc estava a quase 2s de Pérez, mas Hamilton tentava encostar em Gasly. Até se aproximou, mas teve de lidar com uma situação inegavelmente desagradável: ser retardatário. Verstappen chegou no trenzinho que se formava por ali e limpou a Mercedes do caminho antes de fazer o mesmo com Gasly e Albon. A briga entre os três seguiria dali em diante. Hamilton atacava Gasly em zona de DRS, mas o francês aproveitava da asa móvel pela distância de Albon e se defendia.

GP Emilia Romagna F1/Imola: Hamilton v Verstappen, Round 2 | AutoSport

Norris estava absolutamente sozinho na quarta colocação, visto que não tinha carro para chegar até Leclerc e sobrava em relação a Russell, mas o mesmo não podia ser dito sobre o piloto da Mercedes: Bottas começava a se aproximar perigosamente.

A primeira ultrapassagem da Era DRS no GP da Emília-Romanha seria de Tsunoda! O piloto da AlphaTauri aproveitou a asa móvel e abriu para ultrapassar Magnussen na reta dos boxes e assumir a oitava colocação. E comemorar efusivamente no rádio.

Uma nova janela de pit-stops se abria na volta 50. Primeiro, a Ferrari chamou Leclerc e colocou pneus macios; na volta seguinte, a Red Bull chamou Pérez; uma depois, Verstappen. Leclerc voltou a conseguir encostar no rival mexicano e ameaçar tomar a segunda colocação.

Enquanto acompanhava bem de perto e tentava ficar na distância certa para abrir a asa móvel na reta dos boxes, Leclerc errou, rodou sozinho e foi parar na barreira de proteção. Por sorte, o impacto não foi grande e permitiu que o monegasco saísse de lá, mas as aletas laterais de asa dianteira estava danificada. Leclerc precisou ir aos boxes trocar a asa e caiu para a nona posição.

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