Fluminense é o único grande do eixo Rio-São Paulo a não aderir à Libra

Um dos assuntos do momento dos bastidores do futebol brasileiro é a criação da Libra (Liga Brasileira de Clubes), liderada pelos cinco paulistas da Série A e o Flamengo. Botafogo, Vasco, Cruzeiro e Ponte Preta também aderiram. Um dos clubes que ainda mostra resistência e pede mais diálogo é o Fluminense. A principal crítica está na divisão das receitas. O modelo anexado no estatuto inicialmente define 40% da igualmente entre todos os participantes da competição, 30% de variável por performance e 30% por engajamento.

A visão do Flu é distinta. Primeiro por entender que deveriam ser 50% fixos, além de 25% de performance e 25% de engajamento. Esse último critério também gera certo debate. O Tricolor entende que é subjetivo porque inclui número de seguidores, engajamento nas redes sociais e tamanho de torcida baseado na pesquisa do Ibope, além de média de público nos estádios, pay-per-view e audiência na televisão aberta.

Há também outro ponto: a distância de renda do primeiro para o último colocado não poderia passar de 3,5 vezes a mais. A proposta atual deixaria em seis vezes essa diferença. Haverá uma nova reunião na próxima segunda-feira entre os 23 clubes do bloco (11 da Série A e 12 da Série B) e mais três dos que ainda não se posicionaram. A ideia é colocar no papel a contraproposta. O Botafogo se juntou ao grupo nesta sexta-feira.

No primeiro encontro, o Fluminense foi representado por Mattheus Montenegro, vice-presidente de relações institucionais do clube. Mário Bittencourt tem acompanhado de perto e participou das reuniões seguintes. Em entrevista ao “SporTV”, o mandatário disse que nesse modelo os “ricos ficam mais ricos” e um dos motivos que reforça esse argumento foi a tentativa de convencimento ao Flu nos bastidores afirmando que o clube tinha torcida, muitos seguidores e, por isso, ganharia um bom dinheiro com o bloco dos grandes.

Na proposta da Libra, as decisões no futuro só serão tomadas por unanimidade, o que deixa os clubes com maior igualdade. No entanto, o grupo do Futebol Forte, incluindo aí o presidente Mário Bittencourt, entende que o outro lado não quer debater, apenas impor suas ideias. Um exemplo que respalda, na visão dessas pessoas, esse pensamento é justamente a reunião para assinatura da proposta, inicialmente aceita por oito clubes.

O convite chegou em uma sexta-feira a noite para o encontro na terça. Inicialmente entendia-se que não era para concretizar, mas para o debate das ideias. No entanto, já no primeiro discurso de Julio Casares, presidente do São Paulo, e de Leila Pereira, do Palmeiras, ficou claro que a ideia era pressionar. No fim, Mario Celso Petraglia, líder do conselho do Athletico-PR, acabou sendo a voz do movimento contrário, mas há concordância no conteúdo do que foi dito.

Para a Liga ser implantada, o estatuto da CBF define que haja a adesão de pelo menos um terço dos participantes das séries A ou B. Ou seja, a Libra precisa de 13 assinaturas. Se isso não ocorrer, o Brasileirão continua organizado pela CBF e os dois lados negociarão por conta própria seus direitos de televisão. Enquanto o lado da Libra entende que sairá mais forte por ter “os melhores jogos”, o Futebol Forte sabe que a Lei do Mandante fará com que a maioria das partidas ainda fica com o bloco mais volumoso. Isso pode ser um trunfo na hora de negociar.

QUEM JÁ É INTEGRANTE DA LIBRA

Corinthians
São Paulo
Palmeiras
Santos
Bragantino
Ponte Preta
Flamengo
Vasco
Botafogo
Cruzeiro

QUEM INTEGRA O FUTEBOL FORTE

Athletico-PR
América-MG
Atlético-GO
Avaí
Brusque
Ceará
Chapecoense
CSA
CRB
Coritiba
Criciúma
Cuiabá
Fluminense
Fortaleza
Goiás
Juventude
Londrina
Náutico
Operário
Sampaio Corrêa
Sport
Tombense
Vila Nova

QUEM SÃO OS MODERADORES E AINDA NÃO APOIARAM NENHUM DOS LADOS

Grêmio
Internacional
Bahia
Atlético-MG
Novorizontino
Guarani
Ituano

Fluminense é o único grande do eixo Rio-São Paulo a não aderir à Libra

Um dos assuntos do momento dos bastidores do futebol brasileiro é a criação da Libra (Liga Brasileira de Clubes), liderada pelos cinco paulistas da Série A e o Flamengo. Botafogo, Vasco, Cruzeiro e Ponte Preta também aderiram. Um dos clubes que ainda mostra resistência e pede mais diálogo é o Fluminense. A principal crítica está na divisão das receitas. O modelo anexado no estatuto inicialmente define 40% da igualmente entre todos os participantes da competição, 30% de variável por performance e 30% por engajamento.

A visão do Flu é distinta. Primeiro por entender que deveriam ser 50% fixos, além de 25% de performance e 25% de engajamento. Esse último critério também gera certo debate. O Tricolor entende que é subjetivo porque inclui número de seguidores, engajamento nas redes sociais e tamanho de torcida baseado na pesquisa do Ibope, além de média de público nos estádios, pay-per-view e audiência na televisão aberta.

Há também outro ponto: a distância de renda do primeiro para o último colocado não poderia passar de 3,5 vezes a mais. A proposta atual deixaria em seis vezes essa diferença. Haverá uma nova reunião na próxima segunda-feira entre os 23 clubes do bloco (11 da Série A e 12 da Série B) e mais três dos que ainda não se posicionaram. A ideia é colocar no papel a contraproposta. O Botafogo se juntou ao grupo nesta sexta-feira.

No primeiro encontro, o Fluminense foi representado por Mattheus Montenegro, vice-presidente de relações institucionais do clube. Mário Bittencourt tem acompanhado de perto e participou das reuniões seguintes. Em entrevista ao “SporTV”, o mandatário disse que nesse modelo os “ricos ficam mais ricos” e um dos motivos que reforça esse argumento foi a tentativa de convencimento ao Flu nos bastidores afirmando que o clube tinha torcida, muitos seguidores e, por isso, ganharia um bom dinheiro com o bloco dos grandes.

Na proposta da Libra, as decisões no futuro só serão tomadas por unanimidade, o que deixa os clubes com maior igualdade. No entanto, o grupo do Futebol Forte, incluindo aí o presidente Mário Bittencourt, entende que o outro lado não quer debater, apenas impor suas ideias. Um exemplo que respalda, na visão dessas pessoas, esse pensamento é justamente a reunião para assinatura da proposta, inicialmente aceita por oito clubes.

O convite chegou em uma sexta-feira a noite para o encontro na terça. Inicialmente entendia-se que não era para concretizar, mas para o debate das ideias. No entanto, já no primeiro discurso de Julio Casares, presidente do São Paulo, e de Leila Pereira, do Palmeiras, ficou claro que a ideia era pressionar. No fim, Mario Celso Petraglia, líder do conselho do Athletico-PR, acabou sendo a voz do movimento contrário, mas há concordância no conteúdo do que foi dito.

Para a Liga ser implantada, o estatuto da CBF define que haja a adesão de pelo menos um terço dos participantes das séries A ou B. Ou seja, a Libra precisa de 13 assinaturas. Se isso não ocorrer, o Brasileirão continua organizado pela CBF e os dois lados negociarão por conta própria seus direitos de televisão. Enquanto o lado da Libra entende que sairá mais forte por ter “os melhores jogos”, o Futebol Forte sabe que a Lei do Mandante fará com que a maioria das partidas ainda fica com o bloco mais volumoso. Isso pode ser um trunfo na hora de negociar.

QUEM JÁ É INTEGRANTE DA LIBRA

Corinthians
São Paulo
Palmeiras
Santos
Bragantino
Ponte Preta
Flamengo
Vasco
Botafogo
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QUEM INTEGRA O FUTEBOL FORTE

Athletico-PR
América-MG
Atlético-GO
Avaí
Brusque
Ceará
Chapecoense
CSA
CRB
Coritiba
Criciúma
Cuiabá
Fluminense
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Goiás
Juventude
Londrina
Náutico
Operário
Sampaio Corrêa
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