Brasileirão 2022: Série A começa com poucos favoritos e grandes em crise

Durante muito tempo, o Campeonato Brasileiro foi exaltado por seu equilíbrio e imprevisibilidade, como se quase uma dezena de clubes entrassem na disputa com condições de título. Não parece ser mais assim. Dominantes no cenário nacional e continental nos últimos anos, o Atlético Mineiro, defensor da coroa, o Palmeiras, atual bi da Libertadores, e o Flamengo, campeão em 2019 e 2020, surgem novamente como principais favoritos na corrida que começa neste sábado 9 e termina em 13 de novembro, pouco antes do início da Copa do Mundo do Catar.

Em 2022, A Série A do Brasileirão celebra o retorno de Botafogo, Coritiba, Avaí e Goiás, enquanto Grêmio, Bahia, Sport e Chapecoense viverão novamente o calvário da segunda divisão. A equipe botafoguense retorna animada após a transição para o modelo de sociedade anônima de futebol (SAF), com promessa de investimentos pesados e briga por títulos de seu novo dono, o americano John Textor.

Enquanto Atlético-MG e Palmeiras seguem navegando em mares calmos depois da conquista de seus respectivos Estaduais, o Flamengo vive momento de forte turbulência após perder o título carioca para o rival Fluminense. Na véspera da estreia, houve protestos violentos no Ninho do Urubu, inclusive contra ídolos históricos do clube, como Gabigol. Ainda entre os clubes cariocas, o Fluminense entra animado após a conquista do Estadual e com reforços de peso como Felipe Melo, Willian e Germán Cano, além da boa fase de Paulo Henrique Ganso, e pode entrar novamente na briga pelas primeiras posições.

Em solo paulista, Corinthians São Paulo e Santos também vivem momento difícil. Na contramão de seus balanços financeiros preocupantes, o Timão apostou na montagem de um elenco caro, com estrelas como Renato Augusto, Paulinho, Willian e Roger Guedes, mas a equipe não deu liga até o momento e parece sentir o desgaste físico. A cobrança em Itaquera tem sido intensa e incluiu ameaças de morte ao goleiro Cássio e ao zagueiro Gil.

No Morumbi, por outro lado, o técnico Rogério Ceni aposta em uma equipe jovem que até teve bons resultados no Paulista, mas que inicia o Brasileirão com moral baixo, após ser derrotada por 4 a 0 na decisão diante do Palmeiras. O São Paulo não conquista o título desde 2008 e, mais uma vez, não parece ter fôlego para brigar por 38 rodadas. O Santos, que fez poucas contratações de impacto, também deve brigar por um posto nas partes mais baixas da tabela.

O Internacional é outro gigante caído. Derrotado com autoridade no Campeonato Gaúcho, o Colorado também inicia o Brasileirão com poucas aspirações. Representantes nordestinos na elite, Fortaleza (quarto colocado em 2020) e o Ceará (11º) tentarão repetir boas campanhas, assim como os organizados times de Red Bull Bragantino, América Mineiro e Ahletico Paranaense.

Recorde de técnicos estrangeiros

Cacique Medina, Turco e Paulo Sousa: momentos distintos

Uma das principais marcas deste Brasileirão será o recorde de técnicos estrangeiros iniciando a competição: são 9, ou seja, quase metade. Portugal lidera com a presença de Abel Ferreira, já uma lenda no Palmeiras, e dos recém chegados Paulo Sousa (Flamengo), Vítor Pereira (Corinthians) e Luís Castro (Botafogo).

Há ainda três argentinos: Juan Pablo Vojvoda, ídolo do Fortaleza; António Mohamed, que em poucos meses já ergueu a Supercopa do Brasil e o Campeonato Mineiro pelo Atlético, e Fabián Bustos, no Santos. O paraguaio Gustavo Morínigo, que levou o Coritiba à elite e ao título paranaense, e o uruguaio Alexander Medina, do Inter, completam a lista. 

Paulo Sousa e Vítor Pereira, contratados sob enorme expectativa pelas equipes mais populares do país, ainda não deslancharam e já enfrentam enorme pressão. O atual campeão Galo, de Hulk, artilheiro da última edição com 19 gols, estreia diante do Inter, no domingo.

Brasileirão 2022: Série A começa com poucos favoritos e grandes em crise

Durante muito tempo, o Campeonato Brasileiro foi exaltado por seu equilíbrio e imprevisibilidade, como se quase uma dezena de clubes entrassem na disputa com condições de título. Não parece ser mais assim. Dominantes no cenário nacional e continental nos últimos anos, o Atlético Mineiro, defensor da coroa, o Palmeiras, atual bi da Libertadores, e o Flamengo, campeão em 2019 e 2020, surgem novamente como principais favoritos na corrida que começa neste sábado 9 e termina em 13 de novembro, pouco antes do início da Copa do Mundo do Catar.

Em 2022, A Série A do Brasileirão celebra o retorno de Botafogo, Coritiba, Avaí e Goiás, enquanto Grêmio, Bahia, Sport e Chapecoense viverão novamente o calvário da segunda divisão. A equipe botafoguense retorna animada após a transição para o modelo de sociedade anônima de futebol (SAF), com promessa de investimentos pesados e briga por títulos de seu novo dono, o americano John Textor.

Enquanto Atlético-MG e Palmeiras seguem navegando em mares calmos depois da conquista de seus respectivos Estaduais, o Flamengo vive momento de forte turbulência após perder o título carioca para o rival Fluminense. Na véspera da estreia, houve protestos violentos no Ninho do Urubu, inclusive contra ídolos históricos do clube, como Gabigol. Ainda entre os clubes cariocas, o Fluminense entra animado após a conquista do Estadual e com reforços de peso como Felipe Melo, Willian e Germán Cano, além da boa fase de Paulo Henrique Ganso, e pode entrar novamente na briga pelas primeiras posições.

Em solo paulista, Corinthians São Paulo e Santos também vivem momento difícil. Na contramão de seus balanços financeiros preocupantes, o Timão apostou na montagem de um elenco caro, com estrelas como Renato Augusto, Paulinho, Willian e Roger Guedes, mas a equipe não deu liga até o momento e parece sentir o desgaste físico. A cobrança em Itaquera tem sido intensa e incluiu ameaças de morte ao goleiro Cássio e ao zagueiro Gil.

No Morumbi, por outro lado, o técnico Rogério Ceni aposta em uma equipe jovem que até teve bons resultados no Paulista, mas que inicia o Brasileirão com moral baixo, após ser derrotada por 4 a 0 na decisão diante do Palmeiras. O São Paulo não conquista o título desde 2008 e, mais uma vez, não parece ter fôlego para brigar por 38 rodadas. O Santos, que fez poucas contratações de impacto, também deve brigar por um posto nas partes mais baixas da tabela.

O Internacional é outro gigante caído. Derrotado com autoridade no Campeonato Gaúcho, o Colorado também inicia o Brasileirão com poucas aspirações. Representantes nordestinos na elite, Fortaleza (quarto colocado em 2020) e o Ceará (11º) tentarão repetir boas campanhas, assim como os organizados times de Red Bull Bragantino, América Mineiro e Ahletico Paranaense.

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Uma das principais marcas deste Brasileirão será o recorde de técnicos estrangeiros iniciando a competição: são 9, ou seja, quase metade. Portugal lidera com a presença de Abel Ferreira, já uma lenda no Palmeiras, e dos recém chegados Paulo Sousa (Flamengo), Vítor Pereira (Corinthians) e Luís Castro (Botafogo).

Há ainda três argentinos: Juan Pablo Vojvoda, ídolo do Fortaleza; António Mohamed, que em poucos meses já ergueu a Supercopa do Brasil e o Campeonato Mineiro pelo Atlético, e Fabián Bustos, no Santos. O paraguaio Gustavo Morínigo, que levou o Coritiba à elite e ao título paranaense, e o uruguaio Alexander Medina, do Inter, completam a lista. 

Paulo Sousa e Vítor Pereira, contratados sob enorme expectativa pelas equipes mais populares do país, ainda não deslancharam e já enfrentam enorme pressão. O atual campeão Galo, de Hulk, artilheiro da última edição com 19 gols, estreia diante do Inter, no domingo.

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