10 filmes para nunca esquecer que Jim Carrey é um gênio!

Aproveitando sua volta aos cinemas em “Sonic 2”, em que ele interpreta o vilão Dr. Robotnik, Jim Carrey anunciou que vai se aposentar do mundo do cinema.

Foi um choque. Elevado à condição de astro há quase três décadas, Carrey é um dos atores mais completos e surpreendentes do cinemão. É também a prova que Hollywood muitas vezes não faz ideia do que fazer com talentos como o dele.

Desde que explodiu em 1994 com a comédia “Ace Ventura – Um Detetive Diferente”, Carrey foi colocado na caixinha da comédia, raramente tendo permissão para brincar com os garotos mais velhos.

Sempre que encontrava uma rachadura na parede, galgava um novo patamar artístico, mas nunca encontrando o reconhecimento de seus pares. Mesmo sendo infinitamente mais talentoso do que, digamos, Will Smith ou Jared Leto, jamais foi indicado ao Oscar.

A aposentadoria precoce aos 60 anos, e considerando um retorno somente se “anjos apresentarem um roteiro escrito em tinta dourada, com uma história imprescindível”, é provável que Carrey siga como escritor e artista plástico, atividades que tem ocupado sua mente longe dos sets de filmagem.

É uma pena, pois o mundo precisa, mais do que nunca, do trabalho de artistas geniais como Jim Carrey. Pincelei alguns títulos ao longo de sua carreira que, mesmo algumas vezes aquém de seu imenso talento, demonstram sua capacidade em fazer de um material mediano algo memorável.

ACE VENTURA – UM DETETIVE DIFERENTE
(Ace Ventura, Pet Detective, Tom Shadyac, 1994)

jimc ace - Warner - Warner

Jim Carrey estava construindo sua carreira como comediante de stand up e também no cinema, garfando pontas para diretores como Francis Coppola (“Peggy Sue – Seu Passado a Espera”), Richard Lester (“Achado Não É Roubado”) e Buddy Van Horn, que o colocou ao lado de Clint Eastwood em “Dirty Harry na Lista Negra” e em “Cadillac Cor de Rosa”.

Mas foi o detetive Ace Ventura, que teve sua aventura lançada no começo de 1994, que levou uma multidão ao cinema e, do dia para a noite, fez de Carrey um astro.

O MÁSKARA
(The Mask, Chuck Russell, 1994)

jimc mask - PlayArte - PlayArte

Se “Ace Ventura” foi um cartão de visitas, “O Máskara” chegou como um verdadeiro espetáculo. A adaptação dos quadrinhos da editora Dark Horse, planejada como um filme violento e psicodélico, mudou o tom para comédia de ação e fantasia com a entrada de Carrey.

No papel de um caixa de banco que torna-se um super-herói ao usar uma máscara mística, o ator explorou os limites da comédia física e apresentou, pela primeira vez, um casamento perfeito de interpretação com efeitos digitais. “O Máskara”, visto hoje, não envelheceu nadinha.

DEBI & LÓIDE
(Dumb & Dumber, Peter e Bobby Farrelly, 1994)

jimc dumb - PlayArte - PlayArte

A dominação global promovida por Carrey em 1994 terminou com uma comédia no melhor estilo pastelão em que ele e Jeff Daniels são dois amigos completamente tapados que cruzam os Estados Unidos para devolver uma maleta perdida.

No meio do caminho, envolvem-se com uma trama criminosa. Mais um sucesso global para Carrey, que teve uma continuação tardia em 2014

O PENTELHO
(The Cable Guy, Ben Stiller, 1996)

jimc cable - Columbia - Columbia

O mega estrelato já chegara a Carrey ao devorar o cenário em “Batman Eternamente”, de 1995. “O Pentelho” serviu para testar seu poder em Hollywood. Ele recebeu um então inédito cachê de US$ 20 milhões para encabeçar essa comédia sombria sobre um instalador de TV a cabo que forma uma amizade obsessiva com um cliente (Matthew Broderick).

Apesar de gerar lucro, o resultado não alcançou os números matadores de Carrey até então, colocando sua estrela em dúvida. Mas não se engane: “O Pentelho” ganhou status cult ao longo dos anos como uma sátira ácida sobre relacionamentos tóxicos.

O MENTIROSO
(Liar Liar, Tom Shadyac, 1997)

jimc liar - Universal - Universal

Não é exagero dizer que “O Mentiroso” é o filme mais importante da carreira de Jim Carrey. Entre o oceano de comédias derivativas despejadas constantemente por Hollywood, aqui ele provou que seu talento superlativo era capaz de transcender uma ideia boboca.

No caso, a história de um advogado que perde a capacidade de mentir, e precisa manter o emprego e o afeto de seu filho. Seu sucesso pavimentou outras comédias que melhoravam de cara por ter o nome de Carrey nos créditos, como “Eu, Eu Mesmo e Irene”, “Sim Senhor” e “Os Pinguins do Papai”.

O SHOW DE TRUMAN
(The Truman Show, Peter Weir, 1998)

jimc truman - Paramount - Paramount

“O Show de Truman” foi uma aposta. Para trabalhar com o australiano Peter Weir (“A Testemunha”, “Sociedade dos Poetas Mortos”), Carrey cortou seu salário habitual e freou sua personalidade cênica histriônica.

Neste filme verdadeiramente revolucionário, ele faz um sujeito que viveu a vida inteira, sem fazer ideia, como protagonista de um reality show elaborado, uma cidade inteira criada para mantê-lo alheio do mundo, exposto para audiência. “O Show de Truman” é belíssimo, melancólico e traz Jim Carrey em uma atuação estupenda. O Oscar, claro, ignorou.

O MUNDO DE ANDY
(Man on the Moon, Milos Forman, 1999)

jimc andy - Warner - Warner

A biografia do comediante Andy Kaufman trouxe Carrey ainda mais disposto a mostrar para o mundo a dimensão de seu talento como ator. Se em cena ele é um gigante, capturando as camadas da mente peculiar de Kaufman, nos bastidores Carrey mostrou o alcance de seu compromisso com o papel.

Ao longo de meses ele jamais deixou o personagem de lado, anulando “Jim Carrey” e indo a extremos para entrar na mente de Kaufman – essa jornada está documentada no filme “JIm & Andy: The Great Beyond”. Em uma palavra, impressionante. O Oscar, claro, ignorou.

TODO PODEROSO
(Bruce Almighty, Tom Shadyac, 2003)

jimc bruce - Universal - Universal

Às vezes o sucesso vem de onde menos se espera. Não há nada em “Todo Poderoso” que indique um filme acima da média, uma história mais elaborada. Mesmo assim, Carrey fez a mágica acontecer. No papel de um repórter de televisão que ganha poderes divinos, ele brilha na comédia física e, ao mesmo tempo, não diminui a intensidade nos momentos dramáticos.

A resposta do público foi fulminante, resultando em uma bilheteria global de US$ 484 milhões, a maior da carreira de Carrey e uma das maiores da história para uma comédia, atrás somente de “Entrando Numa Fria Maior Ainda”, “Ted” e “Se Beber, Não Case! Parte II”.

BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS
(Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Michel Gondry, 2004)

jimc brilho - Universal - Universal

Essa é fácil: “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças” é, sem dúvida, o melhor filme que Jim Carrey cometeu em sua carreira. O motivo é equilíbrio. É difícil imaginar qualquer outro ator à frente dessa ficção científica escrita por Charlie Kaufman e dirigida por Michel Gondry. Com o coração em frangalhos depois de terminar o relacionamento com o amor de sua vida (Kate Winslet), o personagem de Carrey contrata uma empresa especializada em apagar memórias específicas. No meio do processo, porém, ele se arrepende.

Visualmente surpreendente e inventivo de todas as formas, o filme ainda tem no astro sua grande âncora narrativa, uma performance complexa e irretocável. Kate Winslet foi indicada ao Oscar. Carrey, que retomaria a parceria com Gondry na série de TV “Kidding” mais de uma década depois, não.

SONIC, O FILME
(Sonic the Hedgehog, Jeff Fowler, 2020)

jimc sonic - Paramount - Paramount

O novo milênio viu Jim Carrey cada vez menos empolgado com o cinema. Bons filmes como “Desventuras em Série” e “O Golpista do Ano” dividiam espaço com bobagens como “Número 23” e “Kick-Ass 2”. Produções fora da casinha como “Amores Canibais” e “Crimes Obscuros” ficavam na gaveta por anos.

A adaptação de videogame “Sonic” chegou como um bálsamo na carreira de Carrey: um filme leve, solar, colorido e lapidado especificamente para seu enorme talento cômico. Foi o respiro que encerrou, mesmo que brevemente, seu sabático cinematográfico.

A ironia chega com a aposentaria colada com a continuação “Sonic 2”. Para os fãs de seu gênio, resta torcer para a chegada daqueles anjos com um roteiro escrito com tinta dourada?

10 filmes para nunca esquecer que Jim Carrey é um gênio!

Aproveitando sua volta aos cinemas em “Sonic 2”, em que ele interpreta o vilão Dr. Robotnik, Jim Carrey anunciou que vai se aposentar do mundo do cinema.

Foi um choque. Elevado à condição de astro há quase três décadas, Carrey é um dos atores mais completos e surpreendentes do cinemão. É também a prova que Hollywood muitas vezes não faz ideia do que fazer com talentos como o dele.

Desde que explodiu em 1994 com a comédia “Ace Ventura – Um Detetive Diferente”, Carrey foi colocado na caixinha da comédia, raramente tendo permissão para brincar com os garotos mais velhos.

Sempre que encontrava uma rachadura na parede, galgava um novo patamar artístico, mas nunca encontrando o reconhecimento de seus pares. Mesmo sendo infinitamente mais talentoso do que, digamos, Will Smith ou Jared Leto, jamais foi indicado ao Oscar.

A aposentadoria precoce aos 60 anos, e considerando um retorno somente se “anjos apresentarem um roteiro escrito em tinta dourada, com uma história imprescindível”, é provável que Carrey siga como escritor e artista plástico, atividades que tem ocupado sua mente longe dos sets de filmagem.

É uma pena, pois o mundo precisa, mais do que nunca, do trabalho de artistas geniais como Jim Carrey. Pincelei alguns títulos ao longo de sua carreira que, mesmo algumas vezes aquém de seu imenso talento, demonstram sua capacidade em fazer de um material mediano algo memorável.

ACE VENTURA – UM DETETIVE DIFERENTE
(Ace Ventura, Pet Detective, Tom Shadyac, 1994)

jimc ace - Warner - Warner

Jim Carrey estava construindo sua carreira como comediante de stand up e também no cinema, garfando pontas para diretores como Francis Coppola (“Peggy Sue – Seu Passado a Espera”), Richard Lester (“Achado Não É Roubado”) e Buddy Van Horn, que o colocou ao lado de Clint Eastwood em “Dirty Harry na Lista Negra” e em “Cadillac Cor de Rosa”.

Mas foi o detetive Ace Ventura, que teve sua aventura lançada no começo de 1994, que levou uma multidão ao cinema e, do dia para a noite, fez de Carrey um astro.

O MÁSKARA
(The Mask, Chuck Russell, 1994)

jimc mask - PlayArte - PlayArte

Se “Ace Ventura” foi um cartão de visitas, “O Máskara” chegou como um verdadeiro espetáculo. A adaptação dos quadrinhos da editora Dark Horse, planejada como um filme violento e psicodélico, mudou o tom para comédia de ação e fantasia com a entrada de Carrey.

No papel de um caixa de banco que torna-se um super-herói ao usar uma máscara mística, o ator explorou os limites da comédia física e apresentou, pela primeira vez, um casamento perfeito de interpretação com efeitos digitais. “O Máskara”, visto hoje, não envelheceu nadinha.

DEBI & LÓIDE
(Dumb & Dumber, Peter e Bobby Farrelly, 1994)

jimc dumb - PlayArte - PlayArte

A dominação global promovida por Carrey em 1994 terminou com uma comédia no melhor estilo pastelão em que ele e Jeff Daniels são dois amigos completamente tapados que cruzam os Estados Unidos para devolver uma maleta perdida.

No meio do caminho, envolvem-se com uma trama criminosa. Mais um sucesso global para Carrey, que teve uma continuação tardia em 2014

O PENTELHO
(The Cable Guy, Ben Stiller, 1996)

jimc cable - Columbia - Columbia

O mega estrelato já chegara a Carrey ao devorar o cenário em “Batman Eternamente”, de 1995. “O Pentelho” serviu para testar seu poder em Hollywood. Ele recebeu um então inédito cachê de US$ 20 milhões para encabeçar essa comédia sombria sobre um instalador de TV a cabo que forma uma amizade obsessiva com um cliente (Matthew Broderick).

Apesar de gerar lucro, o resultado não alcançou os números matadores de Carrey até então, colocando sua estrela em dúvida. Mas não se engane: “O Pentelho” ganhou status cult ao longo dos anos como uma sátira ácida sobre relacionamentos tóxicos.

O MENTIROSO
(Liar Liar, Tom Shadyac, 1997)

jimc liar - Universal - Universal

Não é exagero dizer que “O Mentiroso” é o filme mais importante da carreira de Jim Carrey. Entre o oceano de comédias derivativas despejadas constantemente por Hollywood, aqui ele provou que seu talento superlativo era capaz de transcender uma ideia boboca.

No caso, a história de um advogado que perde a capacidade de mentir, e precisa manter o emprego e o afeto de seu filho. Seu sucesso pavimentou outras comédias que melhoravam de cara por ter o nome de Carrey nos créditos, como “Eu, Eu Mesmo e Irene”, “Sim Senhor” e “Os Pinguins do Papai”.

O SHOW DE TRUMAN
(The Truman Show, Peter Weir, 1998)

jimc truman - Paramount - Paramount

“O Show de Truman” foi uma aposta. Para trabalhar com o australiano Peter Weir (“A Testemunha”, “Sociedade dos Poetas Mortos”), Carrey cortou seu salário habitual e freou sua personalidade cênica histriônica.

Neste filme verdadeiramente revolucionário, ele faz um sujeito que viveu a vida inteira, sem fazer ideia, como protagonista de um reality show elaborado, uma cidade inteira criada para mantê-lo alheio do mundo, exposto para audiência. “O Show de Truman” é belíssimo, melancólico e traz Jim Carrey em uma atuação estupenda. O Oscar, claro, ignorou.

O MUNDO DE ANDY
(Man on the Moon, Milos Forman, 1999)

jimc andy - Warner - Warner

A biografia do comediante Andy Kaufman trouxe Carrey ainda mais disposto a mostrar para o mundo a dimensão de seu talento como ator. Se em cena ele é um gigante, capturando as camadas da mente peculiar de Kaufman, nos bastidores Carrey mostrou o alcance de seu compromisso com o papel.

Ao longo de meses ele jamais deixou o personagem de lado, anulando “Jim Carrey” e indo a extremos para entrar na mente de Kaufman – essa jornada está documentada no filme “JIm & Andy: The Great Beyond”. Em uma palavra, impressionante. O Oscar, claro, ignorou.

TODO PODEROSO
(Bruce Almighty, Tom Shadyac, 2003)

jimc bruce - Universal - Universal

Às vezes o sucesso vem de onde menos se espera. Não há nada em “Todo Poderoso” que indique um filme acima da média, uma história mais elaborada. Mesmo assim, Carrey fez a mágica acontecer. No papel de um repórter de televisão que ganha poderes divinos, ele brilha na comédia física e, ao mesmo tempo, não diminui a intensidade nos momentos dramáticos.

A resposta do público foi fulminante, resultando em uma bilheteria global de US$ 484 milhões, a maior da carreira de Carrey e uma das maiores da história para uma comédia, atrás somente de “Entrando Numa Fria Maior Ainda”, “Ted” e “Se Beber, Não Case! Parte II”.

BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS
(Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Michel Gondry, 2004)

jimc brilho - Universal - Universal

Essa é fácil: “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças” é, sem dúvida, o melhor filme que Jim Carrey cometeu em sua carreira. O motivo é equilíbrio. É difícil imaginar qualquer outro ator à frente dessa ficção científica escrita por Charlie Kaufman e dirigida por Michel Gondry. Com o coração em frangalhos depois de terminar o relacionamento com o amor de sua vida (Kate Winslet), o personagem de Carrey contrata uma empresa especializada em apagar memórias específicas. No meio do processo, porém, ele se arrepende.

Visualmente surpreendente e inventivo de todas as formas, o filme ainda tem no astro sua grande âncora narrativa, uma performance complexa e irretocável. Kate Winslet foi indicada ao Oscar. Carrey, que retomaria a parceria com Gondry na série de TV “Kidding” mais de uma década depois, não.

SONIC, O FILME
(Sonic the Hedgehog, Jeff Fowler, 2020)

jimc sonic - Paramount - Paramount

O novo milênio viu Jim Carrey cada vez menos empolgado com o cinema. Bons filmes como “Desventuras em Série” e “O Golpista do Ano” dividiam espaço com bobagens como “Número 23” e “Kick-Ass 2”. Produções fora da casinha como “Amores Canibais” e “Crimes Obscuros” ficavam na gaveta por anos.

A adaptação de videogame “Sonic” chegou como um bálsamo na carreira de Carrey: um filme leve, solar, colorido e lapidado especificamente para seu enorme talento cômico. Foi o respiro que encerrou, mesmo que brevemente, seu sabático cinematográfico.

A ironia chega com a aposentaria colada com a continuação “Sonic 2”. Para os fãs de seu gênio, resta torcer para a chegada daqueles anjos com um roteiro escrito com tinta dourada?

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